O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

A fase da "banguelice" feliz...☺

Meu filho está vivendo aquela fase, bem engraçada! 
A fase da "banguelice". E como está feliz!
No alto dos seus seis anos de idade, ele já perdeu os dois dentes inferiores, e os dois superiores, na parte da frente.
Ele ficou com aquela "janelinha", ou "porteirinha" aberta.  Mas quem disse que ele está chateado ou envergonhado??!!
Vergonha? Que nada...
Ele exibe a sua banguela com o maior orgulho! 
Nas semanas que antecederam a queda dos dentinhos, ele estava todo ansioso. Toda hora vinha me mostrar que os dentinhos estavam moles.
E me contar que o dente de fulano havia caído... Que o de sicrano tinha caído um, e só faltava mais um...
E eu, me divertindo com toda a sua "preocupação"!
Ô fase boa! Que tempinho bom...
Em que as preocupações maiores são: uma liçãozinha ou outra, da escola;  ou, se deverá acordar mais cedo, pra poder brincar mais...
Se os dentinhos vão cair antes dos coleguinhas, ou não.... Qual desenho ou filminho vai assistir...
Fase boa, onde o estresse que nos consome no mundo adulto, ainda não chegou!
Aquela fase em que se dorme com os anjinhos, a noite toda, sem preocupações ou insônia. Com a consciência tranquila, dos inocentes.
Em que as brigas com os coleguinhas se resolvem entrelaçando o dedo mindinho, ou dando um aperto de mão. 
Fase, em que os rancores ou mágoas não encontram morada, em seus coraçõezinhos...
Em que acreditam piamente, que os super-heróis dos livros de contos de fadas, são eles próprios!  E que têm superpoderes. Sim, acreditam nisso!
Ô fase boa! Em que se pode sorrir com toda a inocência, e com muito orgulho, ainda que lhe faltem os dentes!
A fase da vida, em que ficar banguela é uma vitória! 
- Que meu filho aproveite bem essa fase! Pois é preciosa, única e não volta...
E eu aproveito junto,  pois o seu sorriso “banguela” alegra meu dia, me diverte!
Olhar para o seu sorriso, me faz esquecer  por instantes, das preocupações que me cercam! 
E então me pergunto: existe algo mais doce, engraçado e leve? E ao mesmo tempo, tão espontâneo e sincero, do que um sorriso “banguela” iluminando o rosto  de uma criança?? 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sobre florescer e frutificar...


Ninguém estava acreditando nela... Nem seu próprio produtor!
Assim encontrei meu pezinho de morangos, quando era apenas uma mudinha mirrada.
Há algum tempo atrás, num final de semana resolvemos passear em um sítio de turismo rural em minha cidade.
Lá eles plantam morangos, entre outras frutas e plantas. Na verdade, eu me interessei por algumas mudas de suculentas.
No mesmo local vi algumas mudinhas de morangos de lado, e perguntei o valor delas também. O produtor me disse que que aquelas não seriam vendidas, pois estavam feias e seriam descartadas. Mas que se eu quisesse, poderia levá-las de graça.
Então peguei as mudinhas, e quando cheguei em casa, plantei-as. Porém, sem muita esperança de que vingassem!
Certa vez, já havia tentado cultivar morangos, sem sucesso.
Plantei-as num vaso em frente à porta de minha cozinha. E fiquei atenta, regando quando necessário. Tirando as folhas velhas, quando apareciam.
Eis que num belo dia, sem que eu esperasse, surgiu uma florzinha branca. E depois outra. E logo, as mesmas deram lugar aos frutos...
Que alegria eu senti!   Consegui extrair vida e força, de uma plantinha que estava condenada! Foi gratificante!
De lá pra cá, já comi três moranguinhos, daquele pezinho que nada prometia! E ele está lá, firme e forte!
Aí, como não poderia deixar de ser, fiz minhas analogias!
Quando me deparo com situações como essa, minha mente “viaja”, e invariavelmente não posso deixar de fazer minhas analogias...
Fiquei logo imaginando que assim são as pessoas!
Muitas vezes a pessoa é desvalorizada: ninguém crê em sua capacidade, em seu valor.  Quando de repente, aparece alguém, uma "alma" boa, que resolve lhe dar uma chance, resolve investir em seus talentos.
E enfim, num belo dia, aquela pessoa surpreende a todos! Dá o seu melhor, mostrando assim sua capacidade e seu valor!
Assim também são as crianças!   Quantas crianças são deixadas de lado, ou depreciadas por pais ou professores relapsos?
Até que um dia, alguém olha para aquela criança, com um olhar mais atento...  E não apenas vê, mas enxerga todo o potencial adormecido e depreciado durante todo aquele tempo!
E como uma flor - ou como os meus morangos -, ela enfim "desabrocha":  para o mundo, para vida!
Penso que nossa relação com Deus também é assim...
Só que Ele é aquela pessoa atenta, que olha por nós com cuidado. Que enxerga-nos por completo desde sempre! Sonda-nos, desde o ventre de nossas mães!
Que sabe como somos preciosos e capazes, mesmo que ninguém mais nos enxergue assim!
E ainda que muitas e muitas vezes sejamos fracos, Ele sabe que poderemos um dia “florescer e frutificar”! Basta que encontremos “terreno fértil” para isso!

Somos raros, preciosos e únicos, aos olhos o Pai! E no que depender Dele, sempre iremos “florescer... E  frutificar”!

           "Você é um espelho que reflete a imagem do Senhor,
Não chore se o mundo ainda não notou,
Já é o bastante Deus reconhecer o seu valor!
Você é precioso, mais raro que o ouro puro de ofir, 
Se você desistiu, Deus não vai desistir:
Ele está aqui, pra te levantar se o mundo te fizer cair"
                                                            Raridade - Anderson Freire

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Alienação digital...😢

Hoje, no comecinho da noite, estava na alça de acesso à Rodovia Santos Dumont, na altura do bairro Oliveira Camargo.
Deparei-me com uma cena inusitada, que me deixou incrédula!
Em meio ao congestionamento de carros, caminhões e  motos; um motoqueiro pilotava sua moto (porque apesar do congestionamento,  o transito seguia), e ao mesmo tempo digitava em seu celular - que estava estrategicamente acoplado no painel da moto.
Fiquei perplexa!  Que cena absurda!!
Em que mundo nós estamos?
Eu acho que as pessoas estão perdendo totalmente a noção, tal o vício no "bendito" celular!
Faço hoje essa re-postagem, como uma forma de reflexão. E também para manifestar minha indignação, diante desse vício, que assola tantas pessoas, cada dia mais e mais...😢
Imagem extraída do google
Já há algum tempo, um assunto tem me chamado a atenção; e até me incomodado um pouco.
No último fim de semana, ao assistir à uma reportagem na TV, pude constatar que a situação está ficando grave!
A matéria foi sobre uma mulher, de trinta e poucos anos, que estava totalmente alienada com relação ao mundo real. Ficando conectada, praticamente as vinte e quatro horas do dia. Já não tinha mais, muito contato com mundo real, com suas amigas, e etc...
Infelizmente, tenho observado que a maioria das pessoas não interagem mais umas com as outras.
O mundo virtual está se sobrepondo ao real! E acho isso um horror!
Os celulares, tablets e afins, tomaram o lugar nas conversas. Ninguém mais conversa olhando no olho...
Tenho presenciado cenas realmente tristes de se ver!
Pessoas que saem de férias, e têm a capacidade de ficar teclando em seus celulares à beira da piscina, na praia...
Em vez de se divertirem e desfrutarem de momentos preciosos e únicos, junto de seus familiares.
Já tive o desprazer de conversar com pessoas, quer preferiram teclar em seus celulares, ou tablets, do que me olhar nos olhos ao desfrutar de um bate-papo gostoso!
Ou,  até mesmo situações extremas que vi pela TV: pessoas  andando pelas ruas, e sendo atropeladas por falta de atenção. Pessoas com problemas de postura, porque permanecem o dia todo de cabeça baixa, olhando para a tela.
Fico me perguntando: o que realmente ocorreu com as pessoas, para que se desse tal alienação?
Será que esse mundo virtual é tão melhor que o real?
Creio que seja apenas um mundo ilusório. Onde não se precisa mais olhar olho no olho... 
Onde as pessoas não se “desnudam”, e não mostram seus verdadeiros sentimentos.
Ou, não demonstram verdadeiramente quem são!
Talvez - para alguns - seja melhor viver em um mundo de “faz de conta”.
Porém, eu sinto saudades do tempo que que conversávamos olhando no olho...
Do tempo em que havia cumplicidade e sinceridade nas amizades.
Do tempo em que podíamos fazer amigos num ponto de ônibus, numa fila de banco ou supermercado.
Em que trocávamos não só ideias, mas até receitas, conversando no ônibus...
Enfim, em qualquer lugar em que se estivesse disposto.
Porque naquele tempo, conversávamos de verdade!
Sempre peço a Deus: discernimento, para que não me deixar escravizar por uma tecnologia que foi criada para me auxiliar.
E que nada, absolutamente, nada... substitua o calor que existe num abraço apertado, ou na sinceridade de um olhar...

Texto escrito originalmente em 13/11/2015.

domingo, 30 de abril de 2017

Às vezes voltamos no tempo...❤️

Imagem extraída do Google
Meu Deus! Como o tempo está passando depressa!
Desde o início do mês estou tentando sentar e escrever. Mas está difícil! O tempo está voando com uma velocidade incrível! Eu creio que a *Teoria da Ressonância Schumann tem lá a sua veracidade...
Estou tentando escrever sobre o que senti ao relembrar o passado, num encontro que tive com uma colega muito querida no início do mês.
Ao longo da nossa existência, de vez em quando, o passado “bate à nossa porta”! Quando menos se espera, alguém, ou alguma situação inesperada, nos transporta a um tempo longínquo... Muitas vezes esquecido lá no fundo da nossa memória!
Há algumas semanas atrás, o passado “bateu” com força! E lembranças que estavam adormecidas, voltaram à minha mente.
Primeiro foi o encontro com essa colega de um curso técnico que fiz há muitos anos atrás.
Depois, foi o encontro virtual com meu grupo do ginásio! Parece mentira... Mas quase quarenta anos se passaram! Lembranças esquecidas, de repente foram voltando, voltando...  
Situações que eu nem me lembrava mais, foram tomando forma em minha mente, à medida que alguns do grupo iam relembrando os fatos! A cada dia, um nome novo, uma lembrança nova! E o que estava muito bem guardado -  lá num cantinho do baú da minha memória - como por encanto, passou como um filme diante dos meus olhos!
É interessante como a nossa mente funciona com relação às lembranças!
        Confesso que tenho certa dificuldade em relembrar coisas do meu passado. Tenho que fazer um bom esforço! Minha memória trabalha melhor com fatos recentes! Porém, de vez em quando, ela é testada...
Pois bem, além do reencontro com o pessoal do ginásio, tive esse outro reencontro inesperado! E é sobre ele que vou falar hoje.
No início do mês participei de uma feira literária, expondo e vendendo meus livros. E bem no finalzinho dela, quando já estava me preparando para ir embora, uma moça loira, alta, veio me cumprimentar.
Nesses eventos é normal que as pessoas venham nos cumprimentar, e conversar a respeito de nosso trabalho.
            Ela veio até a mim, meio tímida. E olhando nos meus olhos... Parecia que estava meio emocionada! Olhei bem atentamente em seus olhos, e foi então que a reconheci!
Era a minha querida colega Luciana, do curso de administração da FIEC quem estava ali!  A Lú... Como eu a chamava!
Então a abracei, também emocionada e nesse momento o passado veio mais uma vez, em flashes, como um filme em minha memória!
Estudamos juntas há mais de quinze anos! Ela sentava atrás de mim. E me chamava de “mãe”, como todos da classe, porque eu era a mais velha!
Eu era uma espécie de “mentora” para ela, e pra alguns de minha turma.
Primeiro por ser mais velha. E segundo, porque tirava boas notas, e acabava ajudando quem tinha dificuldade com alguma matéria.
Nessa época, eu estava recém - separada.  Vivia uma fase bem complicada de minha vida! Sentia-me perdida e insegura, com relação ao meu futuro. E vislumbrei naquele curso técnico, a chance de voltar ao mercado de trabalho! Fiz o curso técnico em administração.      
Essa foi uma época bem peculiar de minha vida: de repente, comecei a fazer várias coisas ao mesmo tempo! Coisas novas, que eu nem imaginava que um dia seria capaz de fazer!
            Como diz um velho ditado: ‘quando a água bate no bumbum, a gente aprende a nadar bem depressa!’. E foi isso que eu fiz...
            Depois de uma pausa de aproximadamente dezoito anos, voltei a estudar!
Pois bem, nessa época eu me encontrava bem apertada financeiramente.  
Então resolvi fazer pães de mel pra vender. A receita foi a minha amiga Sandra quem me passou. Era uma receita da Bete, sua amiga de longa data (acho que a Bete não sabe, mas sua receita me ajudou muito nessa época! 😃 ).  
Comecei imediatamente minha produção de pães de mel! Fazia cem de cada vez e levava na aula pra vender. Eu os produzia com uma facilidade! Numa velocidade incrível! Certamente hoje, não teria toda essa disposição...😃 
          Como o pessoal ia direto do trabalho para o curso, e geralmente com fome, era muito fácil vendê-los! Vendia tudo que levava. E depois marcava um dia para receber.
        Quando o curso mudou para outro prédio em que não havia cantina, revolvi fazer também umas tortas de frango pra vender. Eu ia de ônibus, e levava na assadeira mesmo.          
Encontrei ali, mais um “nicho de mercado”! 😃  Lembro-me que apareciam alunos até de outras classes para comprar minhas tortas!
         Tenho boas recordações dessa época, apesar da fase complicada que estava vivendo em minha vida pessoal...
Os estudos eram pra mim, uma válvula de escape, em meio ao turbilhão em que se encontrava minha vida!
Eu me divertia também, ao observar meus colegas mais jovens. Suas conversas divertidas e brincadeiras! A maioria tinha por volta de vinte anos, e eu trinta e cinco. Sentia que um pouco da jovialidade deles passava pra mim... 😃 
          A Lú nessa época, namorava o “Neguinho”. Eles terminavam e voltavam... Eu achava engraçado!
      Ela sentava atrás de mim - e estava sempre me chamando “Ôh, Mãe”! Éramos muito amigas! Estávamos sempre juntas!
O curso durou um ano e meio. Com o término, cada um foi cuidar da sua vida.
Infelizmente a vida - o corre-corre do cotidiano-, trata de afastar aqueles a quem queremos bem!
E assim, perdi o contato com a Lú, e com tantos outros... E mais de quinze anos nos separaram.
Nesse lapso de tempo, eu refiz minha vida. Casei, tive mais um filho, continuei a trabalhar. Tornei-me bancária, e posteriormente, escritora (por um acaso do destino...).
            Ela também casou: com “Neguinho”! Fiquei feliz em saber! 😃  Teve dois filhos lindos, e tem o seu trabalho também!
Há um tempinho atrás - no final do ano passado-, ela me encontrou no facebook.         
Ficamos as duas felizes com o reencontro! Conversamos, mas infelizmente, foi algo meio superficial, pois não havíamos nos encontrado pessoalmente!
            No entanto, naquele sábado, ela sabia que eu estaria lá, na feira literária.          E me fez a surpresa de aparecer, quase no final! Só senti não podermos conversar mais, pois justo naquele dia, eu tinha um compromisso logo depois, e já estava atrasada.
     Prometemos nos encontrar outras vezes, para matar as saudades e relembrar dos velhos tempos!
            Apesar da distância imposta pelos anos, vivemos situações parecidas: os casamentos, a chegada do(s) filho(s). E perdas também: ela perdeu a mãe e eu perdi minha amada sobrinha Júlia. Ambas sofremos muito!
            Cada uma, à sua maneira, tocou sua vida!  
E naquele sábado, no finalzinho daquela feira, eu vi naquela mulher de cabelos curtos - que me encarava emocionada – a menina de cabelos loiros, lisos e longos, que sentava atrás de mim, e me chamava de “Mãe” ... Naquele momento, senti novamente o calor da nossa amizade!
E vi a minha vida, e vi o tempo, mais uma vez, voltar atrás... 

“Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova evidente de que as pessoas não se encontram por acaso”.
                                                                               Antoine de Saint-Exupery


terça-feira, 21 de março de 2017

Eu escolhi o Amor... ❤️


        Outro dia fiz uma retrospectiva de tudo o que escrevi, desde que enviei o material à editora, para o meu segundo livro.
De lá pra cá, foram mais de dois anos... E fiquei surpresa ao me dar conta que tenho outro livro pronto! Mas, isso é um projeto para o futuro.
No momento, tenho que desacelerar meu ritmo, para me recuperar de um problema de saúde.
Sempre me surpreendo ao reler meus textos!
É tão engraçado: sinto como se outra pessoa tivesse escrito tudo aquilo! E ao mesmo tempo, sinto como se minha vida passasse como um filme, bem à minha frente!
Fatos de que nem me lembrava mais, vêm à tona, e recordo em detalhes, tudo o que aconteceu...
Relendo meus textos, lembrei-me de uma época em que tive que tomar uma decisão muito difícil. Em que tive que fazer uma escolha, que talvez mudasse minha vida e meu futuro para sempre!
É claro, que em toda a minha vida, sempre tive que fazer escolhas e tomar decisões! E em todas as vezes, senti aquele "embrulho" no estômago, aquele nó na garganta! Minha mente sempre ficava, e fica à mil...
Hoje, como cristã que sou, sei que devo descansar no Senhor e esperar que a Sua vontade seja feita em minha vida. Só que muitas vezes, a decisão tem que ser tomada antes de se chegar a este estágio.
Escolher ir para a esquerda ou direita. Escolher entre ficar esperando, ou tomar a dianteira da situação! Escolhas e mais escolhas!
Pois bem, na época, ainda não tinha Jesus como Senhor de minha vida, e não sabia como entregar meu futuro e minhas escolhas a Deus.
Lembro-me que tinha voltado a estudar. Estava recém-separada.
Comecei a fazer um curso técnico, arranjei um estágio em uma faculdade aqui em minha cidade, e junto com o estágio, veio uma bolsa integral de um curso de graduação – administração.
Abracei as oportunidades com todas as minhas forças!
Fazia a faculdade de manhã, ia pra casa à tarde: para ver minha filha (que na época era adolescente). Fazia comida pra nós duas, tomava um banho, e corria para o meu curso técnico à noite!
Era uma loucura! Eu não queria perder nenhuma chance, pois tinha trinta e quatro para trinta e cinco anos na época, e sabia que seria dificílimo retornar ao mercado de trabalho com aquela idade.
Já fazia o curso técnico quando ganhei a bolsa da faculdade. Na verdade estava no último semestre, e não quis desistir e perder tudo que havia estudado por mais de um ano.
Lembro que além de tudo isso, ainda fazia pães de mel pra vender no curso técnico! A grana estava curta: tinha que viver com a pensão que recebia e com o bolsa do estágio...
Então, era aquela maratona todos os dias!
E, enquanto tudo isso acontecia, comecei a prestar vários concursos: prefeitura, bancos, SAAE, INSS, CDHU, e nem me lembro mais, quais!
Terminei o curso técnico ao final do semestre e continuei a faculdade. Após mais ou menos oito meses de estágio, fui efetivada na faculdade. O salário era bem baixo, mas a oportunidade valia a pena, pela bolsa de estudos integral.
Dois meses depois, a prefeitura de minha cidade me chamou para trabalhar! E aí, veio toda a indecisão!
Minha filha estava em plena adolescência. E vivia uma fase de rebeldia, devido à própria adolescência, e também por tudo o que havia sofrido com a minha separação.
E estava ficando muito sozinha também: eu tinha que estudar na faculdade de manhã, e trabalhar em período integral na faculdade. Restava pouco tempo para ficarmos juntas!
E então veio a cruel dúvida: iria trabalhar na prefeitura, ganhando um salário pequeno, sem chances de crescimento profissional? Ou, permaneceria na faculdade, onde o salário também não era bom, mas eu tinha bolsa de estudos integral?
Muitos colegas da época me aconselhavam e diziam: Que eu deveria ficar na faculdade.
Que na prefeitura, com certeza, eu me acomodaria naquele emprego, e ficaria estagnada. E que minha filha, logo completaria dezoito anos, ficaria maior de idade, e iria cuidar da vida dela... Certamente, logo eu ficaria sozinha.
Que eu deveria pensar, era no meu futuro!
Tantas pessoas me falaram isso na época!
O único que não tentou me influenciar, foi o meu marido, que na época, era meu namorado. Lembro-me que ele me disse, que não queria opinar. Que eu fizesse o que o meu coração mandasse, e que me trouxesse paz...
Pois bem! Tomei a decisão! Foi uma decisão difícil!
Decidi largar o emprego da faculdade, com a minha bolsa integral em administração, e aceitar o emprego na prefeitura, para que eu pudesse me dedicar mais à minha filha. Com a decisão tomada, e o começo no novo emprego, entrei numa fase meio depressiva de minha vida!
Tive a minha primeira crise de labirintite, na época. Creio que devido ao estresse gerado por mais uma mudança! Somando-se à desistência da faculdade: que na época, parecia ser a minha única chance de fazer um curso superior, e melhorar de vida!
Foi exatamente nessa época difícil, que encontrei o Senhor Jesus! Como dizem: alguns vão pelo Amor, e outros, pela dor! Eu fui pela dor...
Junto comigo, meu marido (que na época era meu namorado) e minha filha, acabaram se convertendo também.
Nos batizamos todos juntos! Lembro-me de que foi num dia extremamente frio, e tivemos que entrar numa piscina gelada.  O engraçado é que não senti frio algum.  Ao aceitar Jesus como meu Salvador, senti-me aquecida e o vazio que atormentava minha alma, foi preenchido naquele dia frio...
 O tempo foi se passando, as coisas foram melhorando e mudando. 
Minha filha foi amadurecendo.  A fase da revolta foi passando. Posso dizer, que eu amadureci muito também, com tudo o que passei!
Fomos nos tornando cada dia mais amigas e unidas!
É claro que existiam as brigas. Isso é natural entre mãe e filha. Principalmente, se as duas moram sozinhas e dividem tudo como se fossem irmãs. Mas éramos, e somos, unidas!
Pois bem: fui chamada para o emprego em um banco, de um concurso que havia prestado quase três anos e meio antes - já havia até me esquecido do mesmo!
Com isso, nossa vida melhorou muito no plano material!
Depois de um tempo, casei-me.  Minha filha conheceu meu genro na igreja; namoraram, e depois de alguns anos se casaram também.
Em 2007 comecei a faculdade de pedagogia.
Nesse interim, meu filho mais novo chegou! Essa é uma outra história: uma história de Amor, com que Deus me presenteou, e que já escrevi sobre o assunto, em outros posts.
Colei grau em 2011, com o meu filho no seu carrinho de bebê como testemunha!
Hoje tenho também, dois netinhos lindos e amados! Todas essas crianças, esses  três pequeninos amados, enchem minha casa e minha vida de alegria! E renovam minha forças!
Olho pra trás e vejo que valeu a pena ter tomado aquela decisão tão difícil pra mim, na época!
Ter escolhido minha filha, em detrimento de minha profissão ou estudo naquela época, foi a melhor decisão que poderia ter tomado!
Tenho orgulho, ao ver a mulher que ela se tornou! Uma pessoa de bom caráter, bons princípios, íntegra, honesta e temente a Deus!
É claro que o mérito é dela! Mas os filhos, precisam da atenção da mãe! Precisam de alguém que lhes mostre a direção, quando estão perdidos!
Quem sabe como seria sua vida, se eu tivesse pensado só em mim... Se a tivesse deixado totalmente em segundo plano!
Agradeço a Deus, por cada renuncia que fiz!
Deus me restituiu tudo que eu havia perdido na época! E me deu muito mais do que pedi ou pensei!
E hoje, ao relembrar de tudo isso, vejo que valeu a pena.
Porque o que realmente importa nessa vida, é poder ver nossos filhos -  bem e felizes!
E essa satisfação, nenhum emprego, curso ou dinheiro do mundo, podem nos dar!

"Os filhos são como águias, ensinarás a voar, mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos. Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida. 
Mas, em cada voo, em cada sonho, e em cada vida, permanecerá para sempre, a marca dos ensinamentos recebidos.".
                                                                Madre Teresa de Calcutá

domingo, 5 de março de 2017

Família...Sorrisos, abraços e beijos... ❤


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Ontem cheguei em casa com a alma leve e o coração aquecido... Senti-me abençoada! ❤
Acabara de chegar do aniversário da minha priminha Maria Eduarda. Digo priminha, porque à vi nascer... E ontem, ela festejou seus quinze anos!
Senti-me extremamente feliz ao reencontrar minhas/meus prima(o)s, e tia(o)s!
Como é bom estar em família! Ao reencontrar meus familiares, sinto como se estivesse voltando no tempo, às minhas raízes, à minha infância!
Eu, e as primas e primos rimos muito! Lembramos da época em que éramos crianças, e das reuniões de família na casa da Vó Elisa e do Vô João, aos domingos lá no “Zamarais”...
Que lembrança boa! Almoçávamos todos juntos!  Depois as nossas mães iam para um dos quartos conversar. Todas deitavam na cama para jogar conversa fora. E nós, crianças,  ficávamos em volta brincando e observando-as...
Que lembrança gostosa... Tempos bons, aqueles!
O tempo passou, nossos avós se foram. E com eles, as nossas reuniões em família, e as gostosas tardes de domingo.
Todos nós crescemos, casamos, tivemos filhos. Alguns de nós já são avôs e avós. Hoje somos quarentões, cinquentões...
Temos nossas reuniões em família, também! Mas não como aquelas, em que reuníamos várias famílias ao mesmo tempo, num mesmo lugar!
Aqueles momentos que vivemos, foram  preciosos e únicos. E hoje, nada é mais como antes... Como no tempo da nossa infância!
Antigamente, tínhamos mais tempo! Aproveitávamos os momentos em família, muito mais do que hoje em dia!
Hoje o tempo passa veloz! A maioria de nós, mulheres, trabalha  fora. E o fim de semana passa depressa!
Ontem, voltei um pouco no tempo - naquela linda festa de quinze anos - com a retrospectiva da Maria Eduarda!
Em muitos momentos, me emocionei! Tive que segurar as lágrimas!
Vi a vida de todos nós passar ali como um filme... 
Saudades dos que se foram.
Fotos com a Vó Elisa... ❤
Fotos com a Juju... ❤
Lembrei-me da Maria Eduarda, com uns seis meses, no colo da tia Edna ou da Rosana (não me recordo bem), saindo de uma visita à maternidade, no dia que a Juju nasceu... 
Acho que a amizade das duas nasceu ali! Pois lembro-me que as duas eram amiguinhas desde que eram bebês - até o dia em que a Juju partiu... ❤
...
Como disse minha prima, mãe da aniversariante em seu discurso – a festa fugiu do convencional.  Não teve valsa, troca de roupa da debutante.  No entanto,  foi uma das mais lindas festas, que tive o prazer de participar... ❤
Ali, senti calor humano. O prazer de estar em família!
Abracei minhas tias e tios. Primas e primos. Matei as saudades!
Um dos versos da música de fundo da retrospectiva – “Trem bala” -  dizia:
“Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir...”.

E, ontem, compartilhamos momentos.
Voltamos todos, um pouco no tempo!
Família, amigos, calor humano... Sorrisos, abraços e beijos...❤
Senti-me feliz e abençoada!


E esses momentos: nem todo o dinheiro do mundo é capaz de comprar!❤

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Naquele tempo...❤

Imagem extraída do Google
Há algumas semanas atrás, eu e meus irmãos nos reunimos e começamos a relembrar do tempo em que éramos crianças... E em como as coisas eram diferentes naquele tempo!
Começamos a lembrar do banheiro da nossa casa: que era somente um, para uma família de seis pessoas.
Seis pessoas = um banheiro!  Imagine as brigas homéricas que saiam, cada vez que um entrava, e resolvia demorar um pouco mais!
Dormíamos num quarto com  três camas: eu e minhas irmãs. O meu irmão mais novo, o  Haral,  tinha um quarto só pra ele, mas era um cubículo! Só cabia ele! J
O aperto era tanto, coitado – que quando a segunda irmã se casou, ele começou a mudança para o quarto maior, na noite do casamento...J
E lembrando do nosso banheiro, dos quartos, e daquela casa antiga com azulejos cor de rosa na cozinha... comecei a   lembrar também de muitas outras coisas daquela época...
Naquele tempo, não tínhamos a fartura que temos hoje, com relação à comida, roupas, sapatos.
Éramos em quatro irmãos pequenos: uma escadinha, com mais ou menos três ou quatro anos de diferença.
Eu me lembro que comprávamos roupas, uma ou duas vezes ao ano. Geralmente no final do ano. Uma roupa nova, um sapato novo.
Eu ainda tinha mais "sorte": sempre tinha mais roupas novas do que meus irmãos menores. Eles, por sua vez, herdavam as roupas que eu não usava mais, porque já não me serviam!
Com relação aos brinquedos aplicava-se a mesma regra:  ganhávamos no final do ano, quando meu pai recebia o décimo terceiro, e nos aniversários.
Não tínhamos esse exagero de brinquedos que as crianças têm hoje!
E sabe que não fazia falta nenhuma?
Brincávamos com saquinhos de panos recheados de arroz, de esconde-esconde, amarelinha, pega-pega. De pular corda! De "Stop": que era um jogo em que tínhamos que adivinhar as palavras. Todos simples e descomplicados! E eram tão bons!
Éramos tão mais criativos nas brincadeiras! 
Minha imaginação era fértil... Eu inventava histórias para meus irmãos mais novos, e ainda "vivia" os contos de fadas que eu lia no livros! Geralmente, eu era sempre a heroína das histórias! J
Eu "viajava" através dos contos dos irmãos Grimm, histórias do Tarzan, e etc.
Tínhamos três vizinhos mais ou menos da nossa idade: o Edmilson, o Sérgio e o Marcelo, na casa ao lado.
Como eram arteiros! Lembro-me que eles amarravam uma linha em marimbondos, e jogavam no nosso quintal para aterrorizar eu e minhas irmãs! J
Não canso de me recordar também, das festas na casa da Sofia, minha amiga de infância. Somos amigas até hoje!
Eu adorava tudo o que a D. Cidinha fazia: os cuscuz de forminhas, as esfihas de carne, os docinhos...
A Lur - uma de minhas irmãs - tinha uma espécie de cineminha de “slides”, e à noite passávamos na frente da casa da Sofia. Toda a criançada se reunia!
Já quase na adolescência, depois de ajudar minha mãe com as louças da janta, eu ia pra rua conversar com a turma. A "turma" era a molecada da rua que havia crescido junto.  Ficávamos sentados na sarjeta, jogando conversa fora, ou jogando alguma coisa.
Ou então, brincávamos de bola: o nosso "forte" era a "queimada"!
Lembro-me também, que tinha uma vizinha já idosa, que ficava escondidinha atrás dos arbustos de sua casa, e quando a bola caia pra dentro, ela não devolvia mais! Furava todas!
Na adolescência, ficávamos na frente da casa da Dena, a minha vizinha da frente, jogando conversa fora. Toda a noite, todo mundo “batia o ponto ali”!
De vez em quando, aconteciam os bailinhos na casa dos meus vizinhos do lado: segundo me recordo, eram bailinhos até com aqueles globos de efeito de discoteca!
É engraçado, mas me vêm à lembrança certas coisas sem importância, mas que chegam a ser engraçadas.  Certa vez, estava dançando uma música lenta com um rapaz bem mais alto que eu. À certa altura ele me perguntou se eu estava nervosa, porque meu nariz estava brilhando! Eu respondi que não!! Que meu nariz era assim mesmo! E até hoje, o "bendito" do meu nariz brilha, e por isso tenho que ficar passando pó o dia todo! J
Naquela rua, fazíamos também as festas de ano novo. Fechávamos a rua, montávamos uma mesa no meio. Cada família colaborava com um prato. E então, festejávamos todos juntos como uma família.
Em junho, eram as festas juninas. Fechávamos novamente a rua. E era aquele festão! Com as brincadeiras de praxe: pesca, “cadeia”, quadrilha, correio elegante. Nossa! Como era gostoso receber um correio elegante de algum admirador! J
Hoje – creio que os nossos jovens nem sabem o que é isso! Mas esse tipo de correspondência tinha um charme todo especial...
         Outro dia, ao voltar de um restaurante já tarde da noite -   pedi para meu marido passar por aquela rua. A nossa casa já não existe mais. Foi demolida, e uma outra foi construída no local. Ao passar por lá, quanto coisa veio à minha lembrança!
Saudades daquele tempo! Saudades daquela rua...
Saudades daquela casa apertada, de um banheiro só... 

“A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração!”. Coelho Neto