O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Coisas que uma mãe ou pai do coração não gostam de ouvir...

     Imagem extraída do Google
 Sou mãe do coração!
Tenho um filho abençoado que Deus colocou em nossas vidas, há sete anos.
O meu Amor por ele é imensurável e incondicional!   
Tenho uma filha biológica também, e Amo-a com a mesma intensidade! Não há nenhuma diferença no Amor que sinto por ambos!
Ao longo desses anos, tenho ouvido muita coisa sobre o ato de adotar.
Algumas positivas, e outras nem tanto...
E nesses comentários desagradáveis, podemos sentir o preconceito das pessoas sobre o assunto!
Já ouvi  frases tais como:
“Nossa! Você tem muita coragem! Eu nunca teria coragem de adotar! Porque tem a genética, e você não poderá saber que tipo de “pais” ele tinha!”.
Ouvi isso de um cliente no banco, logo que voltei de minha licença maternidade. Porém, a resposta veio com mesma velocidade com que foi feito o comentário maldoso:
- Que herança genética? Por acaso a tal Suzane, que participou do assassinato dos pais era filha adotiva?   - Não!
E ainda assim ela teve coragem de participar daquele crime horrendo!  
- Por acaso a biologia dita o caráter de uma pessoa? 
O cliente me olhou sem graça, e nem retrucou...
...
Ouço direto: “Ainda bem que ele veio bebezinho! Porque uma criança maior daria mais trabalho para se adaptar. E não seria a mesma coisa...”.
Esse tipo de comentário me causa desconforto!
Meu filho, quando chegou, era sim um bebezinho! Na verdade, eu esperava uma criança maior, entre um e cinco anos. Mas Deus quis escrever a nossa história, de uma maneira diferente do que havíamos planejado: e meu filho chegou com apenas dois meses!
No entanto, esse tipo de comentário me irrita, porque ao fazê-lo - a pessoa não percebe, mas expressa com ele, todo o seu preconceito e a sua incapacidade de amar uma criança maior!
Quando esperava meu filho, eu estava pronta pra Amar, quer ele viesse com um, quatro ou cinco anos! Ainda que estivesse maltratado, e nem bonito fosse! Na verdade eu esperava uma criança assim: tanto que preveni o meu marido de que isso poderia acontecer!
E então nosso filho chegou: um bebê gorduchinho, lindo e sorridente! Mas eu não o amei mais por isso!
Amei-o desde o primeiro momento - simplesmente porque ele, a partir de então, era o meu filho!
...
Outros talvez me condenem por eu falar tão abertamente sobre a nossa história. Alguns dizem que não é bom ficar falando com meu filho sobre esse assunto!
Eu penso, que devo sim falar desse assunto com ele!
Eu e meu marido -  desde que ele era pequeninho - líamos pra ele, um livrinho sobre ser filho do coração, que ganhei da minha irmã.
         Esse livrinho conta de forma simples e delicada, a história de um bebezinho, que nasceu na barriga de uma mulher que não podia criá-lo. E conta também, que “do outro lado da vida...” havia um casal -  “o papai e a mamãe” que queriam muito um filhinho, mas que “...não nascia nenhum neném na barriga da mamãe...”.
E, ele hoje, aos sete anos, encara o assunto de ter nascido em nosso coração com naturalidade. Não sei se entende ainda o real significado de tudo!
O que sei é que é feliz e desencanado com o assunto!  
...
Infelizmente, eu tive o desprazer de ouvir certa vez, uma frase mais o menos assim:
- Coitada de “Fulana”! Porque o(a) filho(a) mais velho(a) não se casou, ela nunca terá netos de verdade! O detalhe: é que a “Fulana” tem outro(a) filho(a), que lhe deu netos do coração!
E aí, eu pergunto:
- Então esses netos, não são de verdade?? Não consigo entender esse tipo de sentimento...
...
É triste ouvir esse tipo de conversa, mas infelizmente, todas são situações reais! E devem existir muitas outras, pelas quais ainda não passei.
É triste saber que existem pessoas assim: tão pobres interiormente, que impõem inúmeras condições - quando poderiam simplesmente... Amar!
É só disso que um filho precisa!
E isso é o que realmente importa!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Escolhas...

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“Às vezes precisamos abandonar a vida que havíamos planejado porque já não somos mais a pessoa que fez aqueles planos...”.

Alguém já se viu numa espécie de “encruzilhada”, sem saber que direção tomar?
Eu já estive nessa situação por inúmeras vezes, ao longo de minha vida!
E em todas as vezes me senti insegura, estressada, acuada, sem saber direito que direção tomar, pra onde ir, ou o que fazer!
Porém, em nossa caminhada somos confrontados inúmeras vezes e temos que decidir!
Ainda que não saibamos a direção certa a tomar, é preciso coragem para fazer a escolha!  E arcar com as consequências ou implicações que essa escolha terá!
É difícil, é desgastante! Ficamos inseguros, perdemos o sono... O frio na barriga se instala. A “boca” do estomago começa a doer... Mas a vida é assim!
Um sucessão de eventos, de acontecimentos, de escolhas: às vezes corretas, às vezes equivocadas...
No entanto, não há como escapar!
Em um momento ou outro de nossas vidas, as decisões estão ali à nossa frente: nos confrontando e exigindo que saiamos da nossa zona de conforto. Para enfim, escolhermos um caminho à seguir. Ou, uma decisão a tomar!
É preciso coragem para “mergulhar de cabeça” em certas situações, que não sabemos como vão terminar, ou que rumo vão tomar!
Por inúmeras vezes em minha vida, sofri muito ao fazer certas escolhas. Fiquei deprimida, chorei... Porque eu enxergava apenas o momento. Mas o tempo passou, e Deus me mostrou que aquela era a escolha certa, era o que eu tinha que fazer naquele momento.
Nós enxergamos o hoje, o agora. Deus enxerga o amanhã!
É preciso esperança de que dias melhores virão – e que a escolha feita – é a correta!
É preciso acima de tudo, fé em Deus, que segundo a Sua Palavra, nos diz: “...a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”.
Fé que tudo vai dar certo, fé que tudo vai melhorar!
E só  vive plenamente quem tem coragem para decidir. De experimentar o novo, o incerto. De escolher trilhar um novo caminho, muitas vezes com passos titubeantes no início – feito uma criança que está aprendendo a andar!
E assim seguimos em frente, dando um passo, e mais um, e outro. E mudando aos poucos, o curso da nossa vida e da nossa história!
Dando aquele “mergulho”...  Entregando nossas escolhas e nossas ansiedades nas mãos de Deus! Tendo fé e esperança, em ter escolhido o melhor!
O caminho a nossa frente parecerá incerto, mas se entregarmos o nosso caminho ao Senhor Jesus, e confiarmos na sua Palavra – “...o mais, Ele fará”!

“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir”.                                                                                                                                                                                                                                                   Cora Coralina

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018 = Fé + esperança...❤

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É consenso que 2017 não foi um Ano nada fácil!
A maioria das pessoas disse quase em uníssono:
- Não vejo a hora desse ano terminar!
A bem da verdade, esse ano que passou não foi nada fácil pra mim também!  Passei por várias tribulações e provações. 
Muitas pessoas que conheço tiveram problemas nas mais variadas áreas: pessoal, financeira, saúde, espiritual, profissional, e por aí vai...
Ao ligar a televisão nesse último ano, daria pra fazer uma lista enorme de: tragédias, catástrofes, roubalheiras, violência, corrupção, injustiças. Pra dizer a verdade, deu até medo de assistir aos jornais!
Porém,  se eu puxar pela memória, já tive anos bem mais difíceis!
E nesse mesmo ano, também pude desfrutar de muitos momentos felizes!  
De momentos preciosos com a família e amigos: sorrisos, abraços, beijos. Carinho e atenção daqueles que Amo! Realizações de alguns projetos...
Tudo isso, com a graça de Deus!
Para alguns, pode soar piegas essa esperança que nasce em nossos corações com a chegada do Ano novo! 
Mas é fato: todos nós, precisamos que um vislumbre... De uma luz no fim do túnel...
E 2018 é isso pra mim, e para muitas outras pessoas!
É a esperança de que tudo vai melhorar!
É a fé, de que todas as tribulações e provações passadas, se transformarão em bênçãos multiplicadas, em nome de Jesus!
- Esperança, fé, renovação, confiança, perseverança, coragem de acreditar!
E são a fé e a esperança: que me fazem acordar e levantar todos os dias – ainda que existam problemas! E a não me prostrar! 
E dar um passo, e mais um... Seguindo em frente!
            E assim, acreditar que dias melhores virão!

Um Feliz e abençoado 2018 pra todos nós!
Esse é o meu desejo e a minha oração...❤  

“Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo”.
Rom. 15:13 

sábado, 23 de dezembro de 2017

O verdadeiro Natal...❤

Hoje, faço uma re-postagem de um texto que escrevi em 2015. 
Mas que continua  representando muito bem, o verdadeiro sentido do Natal para mim e para a minha família!
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Esta semana perguntei ao meu filho de quem era o Natal. Uma pergunta feita de forma simples, para uma criança.
Ele, em sua inocência, me respondeu que é do Papai Noel. Então expliquei a ele que o Natal é de Jesus, e que Papai Noel traz presentes, porque comemoramos o seu nascimento. Não sei se ele entendeu muito bem, pois só tem quatro anos! Mas não pude deixar de explicar  a quem verdadeiramente pertence o Natal!
Não quero que ele cresça com  uma ideia equivocada: acreditando que o Natal é apenas uma data em que ganhamos presentes.
Tampouco quero lhe tirar a ilusão de menino de quatro anos, que acredita em Papai Noel! Pois a  criança precisa de fantasias, e quando chegar o devido tempo, a vida se encarregará de lhe tirar essas ilusões de menino.
Infelizmente, muitas pessoas crescem e -  ainda que não acreditem em Papai Noel - associam o Natal apenas às coisas materiais, esquecendo do seu real significado.
O Natal é de Jesus! É o dia do nascimento do nosso Salvador!
É o dia em que o Menino-Deus veio até nós, nascendo em uma manjedoura, em toda a sua humildade! Cresceu, levou sua mensagem de fé e redenção à toda humanidade. Foi perseguido e pregado num madeiro.
E através do seu sofrimento e de sua morte, todos os que Nele creem (ou creram) encontra(ra)m a salvação!
Que neste Natal, nos lembremos do aniversariante principal, e da mensagem que Ele nos deixou!
Que ao trocarmos os presentes, nos lembremos que o fazemos porque sentimo-nos felizes, pois nesse dia o nosso Salvador nasceu!
Que a mensagem e o exemplo que Ele nos deixou, norteiem nossas vidas!
Que sejamos capazes de Amar, de perdoar, de ter compaixão. Que sejamos altruístas, ajudando a quem precisar! 
Que saibamos entender a essência da mensagem  que Ele nos deixou!

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre seus ombros; e o seu nome  será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."  Isaías 9: 6

Neste Natal... a  Jesus, nosso Salvador -  toda a honra e toda a glória!!
Um Feliz Natal, cheio de paz, alegrias, renovação e esperança para todos nós!
Com carinho...Adelisa.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Abandono...E resgate! ❤

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Ultimamente, poucas coisas que passam na televisão têm me chocado. O mundo anda tão de cabeça pra baixo, os princípios e valores tão invertidos, que acabamos como que “anestesiados”!
Assistimos às notícias, as vezes nos sentimos indignados, mas as emoções ficam meio amortecidas!
Só que ontem vi uma notícia na TV, que me fez chorar...
Um agente de trânsito avistou um bebê recém- nascido, nu, ainda com o cordão umbilical, todo encolhido em meio a um matagal. Na mesma hora, ele pegou o seu jaleco e o agasalhou. E prontamente chamou a defesa civil.
Com a graça de Deus, o bebê teve um final feliz! Foi encaminhado ao hospital e passa bem.
Com certeza, muitos casais que estão à espera de um filho vão querer adotá-lo e ele terá sim, uma vida feliz!
O agente de trânsito, em seu testemunho, disse que já havia ganho o seu presente de Natal: ao salvar aquela vidinha, ele ganhara o melhor presente do ano!
O apresentador do jornal, disse que aquela era uma das cenas mais chocantes que ele havia visto!
Pra mim também foi chocante: ver um bebê tão indefeso, nu, jogado em meio ao mato, exposto à toda sorte de perigos: picadas de insetos, animais peçonhentos. Passando frio e fome!
Fiquei a me perguntar:
 - Que espécie de ser humano abandona assim, um filho à própria sorte, de maneira tão desumana e cruel?
Os animais são tão cuidadosos com suas crias! Defendem-nas com unhas e dentes! E um “ser humano” – se é que pode ser chamado assim – abandona um filho dessa maneira!
Eu prefiro imaginar que a genitora – sim, genitora, pois essa pessoa não pode ser chamada de mãe, ainda que biológica – seja uma pessoa drogada, ou que tenha algum problema mental.  E não estava no pleno exercício de suas  faculdades mentais, ao cometer tal ato.
Essas são as únicas justificativas - um pouco plausíveis-, para que alguém tenha um ato tão desumano!
Se uma mulher não pode e não tem condições de cuidar de um filho, que o entregue à adoção! 
Se tem medo de ir ao fórum – por não saber que não sofrerá nenhuma pena, ao entregá-lo – que deixe a criança numa igreja, num abrigo.... Mas agasalhada e protegida!
Isso é o mínimo que se espera de um ser humano!
Fico à pensar: o que pode ter se passado na cabeça da mulher que deu à luz?! Penso e repenso, e não encontro justificativa para tal ato!
Que Deus tenha misericórdia de sua alma. Porque talvez pelo sofrimento, ou pelas agruras da vida, ela tenha perdido qualquer resquício de humanidade...
E ao bebê, eu desejo todo o Amor e cuidado do mundo!  Em algum lugar, seus “verdadeiros pais” esperam por ele! 
E que ele saiba, que apesar de um dia ter sido abandonado, Deus estava ao seu lado todo o tempo, e colocou aquele agente de trânsito - na hora e no lugar certo - para mudar a sua vida e a sua história!
Que ele tenha uma vida plena, cheia de Amor,  feliz e abençoada! 
            Este é o meu desejo e a minha oração...

"Não é a carne nem o sangue, é o coração que nos faz pais e filhos."
                                                                            Friedrich  Schiller

domingo, 26 de novembro de 2017

Escrever... ❤

Certa vez assisti à uma palestra, onde o palestrante ensinava aos espectadores, como escrever um livro. Ele discorria em sua palestra -  que para escrever um livro - a pessoa teria que ser disciplinada, e escrever algumas horas por dia, todos os dias.
Pode ser que esse método seja adequado pra ele, e certamente, pode funcionar para muitas outras pessoas.  No entanto, para mim, o processo de escrita se dá de forma totalmente diferente!
                Já faz mais de sete anos que escrevo em meu blog. E do blog nasceram dois livros. E de lá pra cá, produzi material para mais um! 
Escrevo sempre que posso. Mas é fundamental estar inspirada!
A escrita para mim é algo que vem de dentro, e extravasa. As palavras fluem naturalmente, quando vem a inspiração.
Não é algo que faço por obrigação, e nem tampouco por disciplina. Só não escrevo mais, por absoluta falta de tempo! Quisera eu, poder exclusivamente, escrever!
Minha mente “viaja” o tempo todo! As ideias vêm e vão, e nem sempre é possível colocá-las pra fora. Têm dias que minha cabeça fica feito um “turbilhão" de ideias e emoções! Mas cadê o tempo para sentar e escrever?
Talvez seja por isso, que muitas vezes quando me deito à noite e fecho os olhos, minha mente não pare. Sinto um certo desconforto, pois os pensamentos vêm e vão, como um redemoinho, sempre em movimento!
Disseram-me que isso tem nome: “síndrome do pensamento acelerado”. Porém, pra mim, é simplesmente a falta que escrever me faz!
Escrevo quando estou inspirada: pela alegria, pela tristeza, pelo amor, ou por admiração! A tristeza não é um impeditivo para a minha escrita. Muitas vezes, até me ajuda à superar.
O que realmente me impede é a “bendita” falta de tempo. E talvez o desânimo que muitas vezes bate -  por um problema ou outro, que todos nós temos, em alguma época de nossas vidas.
Não sei se essa minha falta de disciplina para escrever,  deve-se ao fato de eu só escrever crônicas. Escrevo sobre situações que eu vivo ou observo.
Talvez, se tivesse que escrever um romance, com enredo - começo, meio e fim -, a disciplina se fizesse necessária.
Creio que para alguém se tornar um escritor, o primordial seja gostar de ler. E ler muito, e ler sempre!
Quem lê articula melhor as ideias, e consequentemente, escreve melhor.
Porém, o imprescindível ao escritor – em minha modesta opinião – é a inspiração!
 Sem ela, as palavras tornam-se vazias.  E a escrita certamente, não terá nada à acrescentar ou enriquecer a vida de outrem!
As palavras simplesmente ecoarão e voltarão. E se perderão no vazio, do que elas não quiseram dizer...

"Um escritor somente é escritor quando menos é escritor, no instante mesmo em que tenta ser escritor e escreve" – trecho do livro Para Ser Escritor, do Charles Kiefer 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Infância...❤

Ontem, ao ver tantas fotos de crianças - e fotografias antigas -, lembrei-me da minha infância com saudades...
Lembrei-me do tempo em que minhas maiores preocupações eram com as notas do boletim da escola, ou com a lição de férias, que eu sempre deixava pra fazer na última hora! 😄
Lembrei-me com saudades das brincadeiras com os meus irmãos e com as crianças da rua...
Época em que éramos inocentes, e que nós meninas - brincávamos de boneca até os quatorze anos... Pelo menos, eu brinquei! 😄
Lembrei-me dos meus livros de contos de fadas, que eu lia, e vivia tudo nitidamente! E nas histórias que eu lia, eu sempre era a heroína!  
E como minha imaginação era fértil! Eu viajava naquelas histórias!
Lembro-me também, que eu inventava histórias mirabolantes para meus irmãos mais novos, e minha amiga Sofia! 
Deixava presentinhos escondidos, e lhes dizia que tinha sido um certo coelho que havia deixado! Se não me falha a memória, o nome, era Gimba. E elas, mais novas, em sua inocência, acreditavam em tudo!
Naquela época, como hoje, já se falava em fim de mundo.  Eu, com medo de ficar sem comida -  caso o mundo acabasse mesmo - estoquei leite em pó, Nescau, acho que algumas bolachas, e as goiabas do quintal lá de casa.
Escondi tudo numa caixa, e guardei em cima do telhado de um “puxadinho” que tinha no quintal.
Resumo: o mundo não acabou, e as goiabas acabaram apodrecendo, e estragando tudo!  😆
Ontem ao tomar o café da tarde, meu marido ensinou nosso filho a molhar o pão no café com leite. E ele adorou!
Então me lembrei das minhas “sopinhas” de pão ou bolacha, com café com leite. Em que eu picava tudo dentro do copo, e comia com a colher... Que delícia! Já havia me esquecido de como era gostoso!
Dos bolinhos de chuva, nas tardes de chuva... Dos bolinhos de arroz com cebolinha e orégano,  que a minha mãe fazia quando éramos crianças... E que eu adorava!
Hoje, sempre que posso, faço bolos e guloseimas para a criançada aqui de casa: meu filho mais novo e meus dois netinhos! E bolinhos de chuva, também!
Qualquer dia desses, preciso fazer também os bolinhos de arroz... Que tem aquele gostinho especial, que me remete à minha infãncia!
E ainda que os anos tenham se passado, e a criança que eu fui tenha ficado lá atrás -  em minha lembrança e minhas memórias -  eu revivo um pouco daquela alegria, ao olhar para o meu filho e para os meus netos!
Eu volto à ser criança, ao ver suas brincadeiras, suas “tiradas” engraçadas... Ao ver seus olhinhos brilhantes, ao ganhar o presente tão esperado!
Ao vê-los acreditar em sua inocência -  nas mesmas histórias que eu também, um dia acreditei!
Ao ver o amor refletido em seus olhinhos, desde tão pequeninos... 
E nesses momentos esqueço completamente, dos problemas e as preocupações que a vida adulta nos traz... E volto a ser aquela menina inocente e sonhadora que outrora, um dia eu fui...
As crianças deixam os nossos dias mais brilhantes, leves e felizes! Nos trazem esperança com seus sorrisos...
São presentes preciosos de Deus!

"Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!”.
                                                                                               Meus oito anos - Casemiro de Abreu

sábado, 30 de setembro de 2017

Tempestades e dias de sol...

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O mês passou voando! Como têm passado todos os meses ao longo dos últimos anos...
E eu aqui, com mil ideias e histórias na cabeça, mas sem coragem (e tempo) pra sentar, me concentrar e escrever!
Nesse último mês tenho vivido tantos momentos... Bons e ruins!
Saí de férias, logo depois, o meu posto de trabalho fechou. 
Lá tive bons momentos, fiz muitos amigos e com certeza, sentirei saudades... Escreverei sobre o assunto, em uma outra oportunidade.
Nos últimos dias em que trabalhei, antes de sair de férias, nem deu pra pensar muito sobre o assunto: por causa de alguns “perrengues” de saúde que tenho tido.
Na primeira semana de férias, eu tive uma gripe/virose fortíssima – até hoje, não sei bem o que foi!  Só sei  que me derrubou! E quase perco uma viagem, que já estava marcada!
Meu marido me olhou penalizado, num dos dias em que estava de cama, e me disse:
- Nossa! Que coisa, amor! É sua primeira semana de férias, e está doente!
Prefiro pensar, que ao invés de falta de sorte, foi uma benção e um privilégio poder ficar em casa, nos dias em que estive mal! 
É... a vida é assim!
Enfim, na semana retrasada, viajamos! E apesar de todos os meus “perrengues”, tivemos momentos preciosos...
            Momentos em que pude desacelerar meu ritmo, e apreciar o belo...
Apreciar a beleza da criação de Deus! Curtir bons momentos com minha família... Conhecer pessoas novas,  fazer novos amigos!
A volta pra casa também foi uma bênção! Pois sempre digo: viajar é bom demais! Mas voltar pra casa e para aqueles que amamos, é melhor ainda!
Isso é o que tenho de mais precioso! O aconchego do nosso lar e o Amor de nossa família!
Encontro-me aqui hoje,  pensando em tudo isso...  
E com uma única certeza: que meu futuro, todas as áreas de minha vida, a Deus pertence!
Ainda que existam "dias sombrios e noites turbulentas", a certeza de que o Sol sempre volta a brilhar, é o que me dá esperança!
Que me renova,  que me traz a força necessária,  para acordar todos os dias -  e dar mais um passo, e seguir em frente, sempre!

 "O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?" Salmos 27:1.

domingo, 13 de agosto de 2017

Quando é que um homem torna-se pai?

Nessa semana que antecede o dia dos Pais, comecei a refletir sobre a paternidade.
Quando é que um homem torna-se pai?
Será que tudo começa no plano da genética, onde o espermatozoide do pai encontra o óvulo da mãe, e juntos dão início à uma nova vida?
Com certeza, não!! Essa é uma visão muito simplista!
Uma mulher não torna-se mãe, e um homem não torna-se pai, apenas por gerarem uma vida!
A maternidade e a paternidade vão muito além disso! A genética, a biologia, o DNA tornam-se meros detalhes, diante da magnitude que é ter um filho!
Um pai de verdade, não é um simples genitor, como existem muitos por aí.
Que emprestam seu DNA, mas abandonam os filhos à própria sorte: quando nascem, ou mesmo quando se separam de suas mães. Alguns esquecem que têm filhos e responsabilidades.  Não dão apoio afetivo ou material. E muitas vezes o fazem, apenas quando a lei os obriga! Já vi tantos casos assim. E é triste, muito triste...
Um homem torna-se verdadeiramente pai, quando olha nos olhos de seu filho(a) pela primeira vez, e o(a) enxerga através dos olhos do Amor... Ali começa a paternidade!
E a paternidade se dá, em todas as vezes que ele acorda à noite com o choro do(s) seu(s) pequenino(s).
Ou quando dá banho, dá a mamadeira, troca as fraldas, dá a primeira papinha... Enfim, quando divide com a mãe, tudo o que se refere ao seu filho.
Conforme o tempo passa, ele vai a cada dia, se aprimorando na arte de ser pai!
E ele exerce a paternidade: nas brincadeiras, ao ensinar à andar de bicicleta, ao ensinar à soltar pipa, à nadar, à fazer as lições. Ao ir Levar ou buscar na escola. Quando dá bronca, quando põe de castigo. 
E.. quando dá aquele beijo e abraço, apertados!
Nas noite em que conta uma história, antes do(a) filho(a) dormir. Ou, que o(a) consola quando acorda assustado(a) no meio da noite, por causa de um pesadelo...
Quando ensina à orar, à cantar... Enfim, são tantas as fases e tantas coisas à ensinar!
Um homem exerce plenamente sua paternidade, cada vez que passa seus valores, sua ética, seus princípios e sua integridade -  formando assim - o caráter de seu filho(a)! 
Essa é a melhor herança que um pai pode deixar para seus filhos: seu exemplo e uma história de vida de retidão!
Parabéns e um Feliz Dia dos Pais a todos os pais!
E em especial ao pai-herói que eu tenho aqui em casa: você, Rogério!
Um PAI maiúsculo, amoroso e presente! Enfim, o melhor pai que o Pedro poderia ter!
Que Jesus o abençoe e o conserve assim!
Um Feliz dia do Pais!
Amamos você!

P.s.: Comecei a escrever esse texto no início da semana. E só terminei anteontem, por falta de tempo. Mas, nesses últimos dias li e assisti à respeito de tudo o que escrevi aqui. Creio que não estou sozinha em minha definição de PATERNIDADE!